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Sé Catedral da Guarda
Templo
Guarda Guarda Portugal

A obra andou paralela à da Batalha e foi já no séc. XVI que se findou, tendo como grande impulsionador o requintado bispo D. Vaz Gavião que lhe trouxe como empreiteiros os dois irmãos Henriques, filhos de Mateu Fernandes, e como escultor da fachada o seu factótum Marcos Pires que por todo o lado lá ia deixando pousados na pedra os gaviões do orgulhoso bispo. Lá estão em Santa Cruz de Coimbra e cá os tens pomposamente na fachada, como se a Sé fosse dele e não tua, Guarda. Mas vamos entrar antes pelo portal norte que é mais belo e de traça anterior, gótico, em ondas de arquivoltas a morrerem em graciosos capitéis, já num repolhudo que não encontramos na belíssima abóbada artesoada quando, ao entrarmos, somos levados quase ao êxtase pela maravilhosa mas austera perspectiva enredada das três naves, que se irrompe na abside, ao encontrar-se com o espectacular retábulo renascentista da Escola Coimbrã, de João de Ruão. É pena que da catedral tenha saído o outro retábulo da mesma escola que vamos encontrar no teu museu, nessa preocupação exagerada que houve de limpar as igrejas dos pretensos excesso.
Encontrava-se na Capela dos Ferros baptizada assim pelas grades que tem e mandada fazer por Luís de Abreu Castelo Branco. Outra capela a admirar é a dos Pinas, de belo portal renascentista requintadamente levantado a lavores e com o túmulo gótico arcaizante de D. João de Pina, magnífica estátua jacente em tormentosa expressão do extertor da morte...
Trifório, absidíolos e a imponência do arco triunfal têm de ser também atentamente admirados.
O retábulo da Sé

O retábulo da Sé da Guarda assombra-nos pela magestade das proporções e pela delicadeza da execução. O motivo central deste retábulo é a paixão e Morte de Jesus Cristo. A composição está dividida em quadros menores como é vulgar neste período.
As Torres

As duas torres campanários da Sé com forma octogonal nos corpos superiores e quadrangulares nos inferiores, formando corta-águas, diferem das clássicas torres gótics pela falta da agudíssima flecha. É esta uma das particularidades mais interessantes da Catedral. As Torres não chegaram a ser acabadas. A forma octógona é vulgar na arte gótica.
O portal principal

Lembra a técnica de Marcos Pires, identificado no portal da Capela da Universidade de Coimbra. De facto há uma certa semelhança nos desenhos.
O portal lateral

A composição superior do portal é a do chamado gótico florido.
Evolução das Obras

Desconhece-se a data exacta em que teve início a obra. Em 1426 erguia-se já a abside e o pórtico lateral do norte, o mais belo e artístico da Catedral. Ia ser lenta e morosa a edificação, cujo período de maior actividade se deve ao bispo D. Pedro Gavião. (1504-16) no reinado de D. Manuel I. À morte desse prelado encontrava-se o templo no remate das abóbadas. Depois da morte de D. Pedro Gavião os trabalhos de vedação e lageamento do extradorso voltaram à anterior morosidade, tendo somente sido dada por concluída em 1540. Durara a construção perto de 150 anos, isto é, desde os finais de séc. XIV aos meados do séc. XVI.
No séc. XVIII a primitiva obra foi adulterada com anexos e acrescentamentos. Nos princípios do séc. XX começaram as obras do restauro sob orientação técnica do arquitecto Rosendo Carvalheira, tendo como colaborador artístico Mestre Valentim, um dos mais hábeis cinzeladores do granito, que têm passado pela Guarda.
Ernesto Pereita, baseado no estudo da herálica da Catedral feito por José Osório da Gama e Castro, dá-nos o seguinte esquema da ordem de edificação:

1390-1396 - bispo D. Frei Vasco - Alicerces.
1397-1416 - bispo D. Gonçalo Vasques da Cunha - Abside, Sacristia, pórtico lateral norte, e levantamento parcial do edifício por esse lado.
1435-1458 - bispo D. Luís da Guerra - Pórtico nascente, capela do Sacramento: levantamento parcial por esse lado.
1504-1517 - bispo D. Pedro Vaz Gavião - período áureo. Elevação de todo o edifício, torres, pórtico principal, remate das abóbadas e coroamento.
1530-1540 - bispo D. Jorge de Melo - Lageamento e vedação das plataformas.



Na Guarda.

É o teu símbolo de nobreza e religiosidade, trigueiro monumento à própria pedra que o constrói, empresa levada a cabo só por voluntariedade de granito, a qualidade mais serrana que vinculas aos teus filhos. Símbolo da tua própria fortaleza e temeridamente, bem te lembras que foi por voto de D. Fernando que se ergeu, quando mandou demolir a Catedral de D. Sancho II por ser fora da muralha e representar para ti permanentemente ameaça. Mas a desventurada guerra com Castela não permitiu ao Formoso cumprir a promessa e foi D. João I quem logo depois do começo do Mosteiro da Batalha, lhe deu fundamento.

Fonte: Beira Alta, de Francisco Hipólito Raposo; Monografia Artistica da Guarda,de Adriano Vasco Rodrigues.


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Sé Catedral da Guarda
Guarda,Guarda,Portugal

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Data: 2010-07-06
Lat: 40.53840192882373
Lon: -7.26942666931152
Como chegar
Foto por: Cristina Novais
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